Questões de Conflitos na antiga Europa do Leste (História)

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Essas notícias têm em comum conflitos que envolvem questões

  • A imperialistas, relacionadas ao controle do Estado, decorrentes da adoção de medidas baseadas em diferenças culturais entre adversários políticos.
  • B geopolíticas, relacionadas à dissolução do Pacto de Varsóvia, que tinha como objetivo a formação de uma aliança militar entre os países do Leste Europeu.
  • C territoriais, relacionadas ao estabelecimento de novas fronteiras, cujos limites refletem a conjuntura multilateral de formação de blocos econômicos.
  • D supranacionais, relacionadas ao esfacelamento do bloco socialista, cujo esgotamento econômico deveu-se à estrutura centralizadora da Rússia.
  • E étnico-nacionalistas, relacionadas à constituição de novos Estados, devido a hostilidades que remontam às expansões dos impérios Russo, Otomano e Austro-Húngaro.

Imagine-se olhando para um mapa da Europa, sem nenhuma indicação nele, com exceção da cidade de Viena, perto do centro, e, ao norte dela, a cidade de Berlim. Onde você localizaria as cidades de Praga e Budapeste? Para a maioria das pessoas que nasceram depois da Segunda Guerra Mundial, ambas as cidades pertencem ao leste Europeu, enquanto Viena pertence ao oeste e, consequentemente, tanto Praga como Budapeste deveriam ser localizadas a leste de Viena. Mas olhe agora o mapa da Europa e veja a localização real dessas duas cidades. Budapeste, com certeza, está afastada ao leste, bem abaixo de Viena, ao longo do Danúbio. Mas Praga está, na verdade, mais a oeste do que Viena.
Adaptado de MOSCOVICI, S. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2003.

Imagem relacionada à questão do Questões Estratégicas

A partir do trecho destacado do texto base e do exercício hipotético proposto nos anos de 1960 pelo psicólogo social Serge Moscovici, observa-se que certa subjetividade afetou a interpretação e a nomeação do espaço europeu.
Essa subjetividade é explicada por:

  • A orientação interligada a ponto cardeal invertido
  • B regionalização associada a contexto geopolítico singular
  • C territorialidade conectada a fronteiras nacionais imutáveis
  • D mapeamento vinculado a coordenadas cartográficas equivocadas

“Na verdade veio, como tinha de vir, do topo. Ainda não está claro de que maneira, exatamente, um reformista comunista obviamente apaixonado e sincero veio a ser sucessor de Stálin à frente do PC soviético em 15 de março de 1985, e continuará pouco claro até que a história soviética das últimas décadas se torne tema mais da história do que de acusação e auto-exculpação.”
(Eric Hobsbawm. Era dos extremos: O breve século XX. 1914-1991)
A partir do fragmento de texto, é correto afirmar que

  • A o aumento dos acordos entre a China e a URSS marcou esse período em meio a desafios que buscavam manter as estruturas construídas pela revolução.
  • B a revolução Bolchevique do início do século XX permitiu uma ampla aliança com a burguesia local em meio às disputas pela hegemonia do comércio global.
  • C a chegada dos reformistas ao poder na URSS permitiu uma sobrevida da perspectiva socialista com novas conquistas territoriais e acordos com as potências do período.
  • D o chamado fim do socialismo real foi marcado pelas reformas de Mikhail Gorbachev, último líder da então União Soviética, atual Rússia, com implicações sociais e econômicas de dimensões globais.
  • E a irrelevância das reformas de Mikhail Gorbachev foi uma constatação, uma vez que o líder russo buscou, a todo momento, garantir a permanência dos comunistas no comando do país.

Leia o texto a seguir.

A primavera se assume como uma metáfora de um despertar social, da travessia para o “jardim democrático”. Entretanto, como a própria metáfora, ela é uma ilusão: para que se chegue à estação da primavera é preciso enfrentar as intempéries do inverno; e depois cultivar boas sementes para que floresçam na primavera. MATOS, Pedro. Da primavera ao inferno árabe. 9 abr. 2015. Disponível em: www.pordentrodaafrica.com/noticias/da-primavera-ao-infernoarabe-por-pedro-matos. Acesso em: 02 ago. 2019.

O texto citado analisa o uso metafórico das flores da primavera na caracterização dos eventos políticos. Um desses eventos que defendia um socialismo humanizado, estimulando a criatividade científica e artística, foi reprimido pelos tanques soviéticos. Esse movimento foi a

  • A Revolução dos Cravos, um movimento social que encerrou o período ditatorial em Portugal.
  • B Primavera de Praga, movimento popular que almejava maior liberdade na Tchecoslováquia.
  • C Primavera Árabe, movimento popular que defendia maior democracia nos países islâmicos.
  • D Primavera dos Povos, que pretendia unir os trabalhadores para uma revolução socialista na Europa.
  • E Revolução das Rosas, um movimento pacífico ocorrido na Georgia, que retirou o presidente do poder.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, celebraram o 30º aniversário do fim da Cortina de Ferro. Convidada por Orbán, Merkel viajou até a cidade fronteiriça de Sopron, na Hungria. Lá, em 19 de agosto de 1989, mais de 600 alemães da parte oriental aproveitaram a abertura de um posto de fronteira com a Áustria, por ocasião de um “piquenique pan-europeu”, para fugir para o lado ocidental. O evento foi uma fissura crucial na Cortina de Ferro. “Eu não poderia ser uma política e não poderia ser chanceler de uma Alemanha reunificada se esses eventos não tivessem acontecido”, declarou Merkel.
(“Na Hungria, Merkel e Orbán celebram fim da Cortina de Ferro e defendem Europa ‘unida’”. https://internacional.estadao.com.br, 19.08.2019. Adaptado.)
A comemoração citada no excerto faz referência

  • A à adoção da livre circulação como estratégia para tornar os produtos europeus homogêneos e mais competitivos mundialmente.
  • B à construção de vias de acesso sobre acidentes geográficos, que deram início à União Europeia.
  • C ao fim das investidas neocolonialistas dos Estados Unidos, que mantinham a Europa fragmentada.
  • D ao fim das zonas econômicas especiais, que estabeleciam espaços socioeconômicos segregacionistas.
  • E ao fim da divisão física e ideológica entre a Europa Ocidental e o Leste Europeu durante a Guerra Fria.